Le Figaro, 11 agosto 2010
"França é líder mundial da produção de eletricidade", congratula-se Le Figaro, na primeira página, após o anúncio, em 10 de agosto, da aquisição da empresa britânica International Power (IP) pelo grupo francês GDF Suez. "O interesse da operação", considera este diário, "reside na complementaridade geográfica das duas empresas: a IP abre o mercado australiano à sua nova empresa mãe e permite-lhe reforçar a sua posição na Ásia e no Médio Oriente”. O novo grupo apresenta um volume de negócios acumulado de 84 mil milhões de euros, em 2009, e atinge a segunda posição mundial em termos de capacidade de produção, a seguir a outra empresa francesa, a Electricité de France (EDF).
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.