"O Google chegou à cidade", é título no Frankfurter Rundschau, no dia a seguir ao anúncio-surpresa de que o gigante norte-americano quer lançar o seu projeto "Street View" em vinte cidades alemãs, em novembro de 2010. Já presente em 23 países, o Google tem-se deparado com três anos de resistência de Berlim e de grande parte da população, preocupados em manter o controlo da sua vida privada. Daí a criação de restrições "sem precedentes", diz o diário: o Governo criou nomeadamente um formulário transferível da Internet, através do qual cada proprietário ou arrendatário de um edifício pode impedir o Google de publicar a fotografia dele, bem como do ambiente envolvente. O Google afirma ter já recebido dezenas de milhares desses formulários preenchidos.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.