A fim de financiar as suas políticas, "Bruxelas prevê um imposto europeu", anuncia o Financial Times Deutschland, após a comunicação do Comissário para o Orçamento, Janusz Lewandowski, de que pretende apresentar, em setembro, várias opções aos Vinte e Sete. Entre elas, a criação de uma taxa sobre as deslocações de avião, uma taxa sobre as transações financeiras e outra sobre os rendimentos de venda em leilão das quotas de emissões de CO2. É "uma proposta explosiva", considera o FTD, porque a maior parte dos Estados-membros, até há pouco tempo, manifestava-se hostil a essa solução. Mas, confrontados com o estado lamentável das finanças públicas em tempos de austeridade, mais de um ministro das Finanças poderia sentir-se atraído por esta transferência das contribuições de funcionamento da UE, do Estado – cuja contribuição seria reduzida – para os contribuintes.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.