Die Presse, 3 agosto 2010
As recentes revelações sobre a fortuna (45 milhões de euros) que Jörg Haider – falecido líder do partido de extrema-direita FPÖ – tinha escondida no Liechtenstein estão a ter as primeiras consequências: o Governo quer apresentar uma proposta que “proíbe donativos anónimos aos partidos políticos”, como escreve na manchete o diário Die Presse. A partir de 2011, todos os donativos superiores a sete mil euros devem ser publicados nos sítios do Parlamento e do Tribunal de Contas. Na Áustria, lembra o jornal, o financiamento público dos partidos representa 171,2 milhões de euros em 2010.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.