Ta Nea, 20 julho 2010
Foi um “assassínio com aviso prévio” que vitimou Sokratis Giolias, considera Ta Nea. No dia 19 de julho, o jornalista, diretor de uma rádio privada “que revelou numerosos escândalos económicos”, foi morto com 16 balas à porta da sua residência, em Atenas. “Porquê este jornalista? Porquê agora?”, interroga-se o diário. O crime ainda não foi reivindicado, mas, há 18 meses, recorda o jornal, “os membros da Seita dos Revolucionários, um pequeno grupo nascido após os motins de 2008, tinha prevenido: iam matar todos os jornalistas e polícias”. Um polícia foi nessa altura morto, recorda Ta Nea.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.