"A ‘Big Society’: uma visão genuína para o futuro da Grã-Bretanha ou apenas conversa vã?", pergunta o título de The Independent. Quase um mês depois de o seu Governo ter anunciado o orçamento de austeridade mais rígido de que há memória recente, David Cameron revelou a sua política bandeira a que deu o nome de "Big Society" e que tem em vista delegar nos grupos locais alguns poderes do Governo central, como a gestão dos correios, bibliotecas, serviços de transportes e projetos de habitação. Numa intervenção em Liverpool, o primeiro-ministro designou quatro "comunidades de vanguarda", que vão ser os "grandes campos de ensaio desta mudança", uma mudança que, salienta este diário de centro-esquerda, "suscitou críticas de pessoas que a consideram sem sentido ou como uma desculpa para fazer cortes nos serviços públicos".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.