"As perspetivas de futuro no Mediterrâneo são muito sombrias", constata La Vanguardia, citando as conclusões de um relatório da Comissão Europeia elaborado pelo Instituto Europeu do Mediterrâneo (IEMed), com sede em Barcelona. Dois anos após a criação da União para o Mediterrâneo, os obstáculos continuam a ser numerosos para esta organização, que agrupa 43 Estados da UE e da periferia mediterrânica, e cuja sede fica igualmente na capital catalã.
“Está tudo por fazer”, salienta o diário, elaborando a lista dos problemas em suspenso: o conflito israelo-árabe, a escassez de água e os desequilíbrios demográficos nas duas margens do mar. E como "efeito de dominó desta lógica", o relatório do IEMed prevê um "aumento dos conflitos étnicos e religiosos nos principais países da UE".
O diretor do IEMed, Senén Florensa, sublinha que "os Estados árabes não têm feito nada" para adiantar o seu processo de integração regional e "nenhum Estado" da margem Sul "aspira a tornar-se democrático a curto prazo". As soluções passam por lutar pela promoção da democracia e do pluralismo, favorecer o acesso à água e à educação e resolver os conflitos. No entanto, "não há indícios claros de que os parceiros da UPM disponham da vontade política e dos recursos para proceder em conformidade", conclui La Vanguardia.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.