Handelsblatt, 13 julho 2010
É “uma oferta imoral”, indigna-se o Handelsblatt. O gigante do gás Gazprom, explica o diário económico, propôs ao grupo energético alemão RWE participar no projetoprojecto de gasoduto South Stream. Ora, o RWE é um dos parceiros do Nabucco, o projetoprojecto concorrente para transportar o gás do mar Cáspio. A empresa fala de uma “oferta indecente” mas, mesmo assim, está a estudá-la. O Handesblatt considera que a saída da RWE é um golpe mortal para o Nabucco e sublinha que a Gazprom se apoia no seu lobista, Gerhard Schröder, antigo chanceler alemão e grande amigo de Jürgen Großmann, o patrão da RWE.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.