“Calados hoje para podermos falar amanhã”, diz o cabeçalho do website de L'Espresso. O semanário romano, como a maioria dos jornais italianos de hoje, está em greve para protestar contra a controversa lei governamental das escutas. “O website não vai ser atualizado, para cumprir um dia de silêncio contra a ‘lei da rolha’”, explica o jornal, em diversas línguas. De acordo com o primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, a lei, que proíbe a publicação de escutas antes de as partes envolvidas irem a tribunal, destina-se a proteger a privacidade. Enquanto a lei é debatida na Câmara Baixa do Parlamento, a maioria dos jornalistas italianos, juízes e delegados do Ministério Público defendem que se trata de um escudo para os políticos e uma cortina de fumo para as suas ilegalidades.

Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.