“Alguma coisa para animar a Europa?”, pergunta The Economist na primeira página. Ao fim de 18 meses de crises económicas e políticas, a UE “apresenta-se como uma força mundial acabrunhada”, manifesta o semanário económico de Londres. Voltando o olhar para a presidência da Comissão Europeia “do brilhante e irascível político francês” Jacques Delors, The Economist defende que os dirigentes da União devem agarrar a oportunidade para terminarem as iniciativas dele, “libertando a economia e viabilizando o mercado único. Ao impulsionar o crescimento económico, a UE podia minorar as suas dificuldades políticas e ajudar os cidadãos. Neste momento, os líderes da UE estão a dirigir os seus esforços para cortes na despesa: podiam ao menos acrescentar-lhe uma dose de reformas como as de 1992”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.