"A UE quer sanções contra salários demasiado elevados", titula Die Presse. Olli Rehn, comissário europeu dos Assuntos Económicos e Monetários, explica ao diário austríaco que pretende combater os desequilíbrios económicos entre os países da zona euro, particularmente entre o norte, com a Alemanha, e o sul. "Os sindicatos conseguiram negociar escalões salariais injustificáveis, tendo em conta a produtividade dos assalariados", explica Die Presse. No fundo, a Comissão Europeia irá fazer recomendações aos países com uma competitividade demasiado diferente da média europeia. Se, apesar destes conselhos, aumentar os salários dos seus funcionários, o país será alvo de sanções financeiras como, por exemplo, congelamento dos subsídios agrícolas ou dos fundos de coesão.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.