The Irish Times, 1 julho 2010
“A recessão acabou, mas as filas de desempregados vão aumentar”, afirma The Irish Times. O diário irlandês revela uma nota duvidosa com a divulgação de dados estatísticos segundo os quais, após dois anos de contração, o PIB irlandês cresceu 2,7% no primeiro trimestre de 2010. “No entanto, e segundo outros dados”, acrescenta o diário, – “o produto nacional bruto (PNB) exclui as receitas das empresas de propriedade estrangeira sedeadas na Irlanda – a economia continuou a contrair-se, regredindo mais 0,5%”. Entretanto, os números mais recentes sobre o desemprego, divulgados no mesmo dia, revelam que 13,4% da mão de obra está sem trabalho.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.