Süddeutsche Zeitung, 1 julho 2010
Ao fim de um mês de "farsa nacional" e de três voltas eleitorais no Parlamento federal, o cristão democrata Christian Wulff tomou posse, finalmente, no dia 30 de junho, do cargo de novo presidente. Sucede a Horst Köhler, que apresentou a sua demissão, para surpresa de todos, no final de maio. Ninguém se deixou convencer pelo candidato imposto por Angela Merkel, constata o Süddeutsche Zeitung, pois o adversário, o candidato apoiado pelos sociais democratas, Joachim Gauck, era muito mais popular. Quanto à Chanceler, Angela Merkel é "a derrotada do dia": sem "autoridade" nem "simpatia", terá de acautelar, mais do que nunca, o seu mandato.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.