O “caso Woerth/Bettencourt” compromete o Governo: na época em que era titular da pasta do Orçamento, será que o atual ministro do Trabalho, Eric Woerth, “fechou os olhos” às irregularidades fiscais de Liliane Bettencourt? A imprensa e a oposição denunciam o conflito de interesses do ministro, porque a mulher trabalhava para a sociedade que geria a fortuna da dona da L’Oréal, uma importante contribuinte de França e doadora da UMP, o partido no poder, cujo tesoureiro não é mais nem menos do que…Eric Woerth. Este, ao estar na berlinda, conta com o apoio do presidente Nicolas Sarkozy, que terá, a todo o custo, de conseguir solucionar a controversa revisão das reformas antes do outono. Para o Libération, o caso revela “as relações no mínimo ambíguas” estabelecidas com a finança por “um certo establishment conservador”, que “testemunha um corte com a França do trabalho e dos fins de mês difíceis”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.