"Uma volta ou várias voltas?" A Gazeta Wyborcza coloca a questão a respeito das eleições presidenciais de domingo na Polónia. Segundo as últimas sondagens, citadas por este diário de Varsóvia, Bronisław Komorowski, candidato da Plataforma Cívica (PO, liberal, maioritário), conta com 51% das intenções de voto, ao passo que o seu grande adversário, Jarosław Kaczyński, do Partido Direito e Justiça (PiS, conservador, oposição), reúne 33%. Se a contagem de votos confirmar estas previsões, a segunda volta, prevista para 4 de Julho, não será necessária. Os polacos poderão “esquecer a política e ir de férias”, escreve a Gazeta Wyborcza. O jornal realça o facto de a campanha eleitoral, que termina hoje, ter sido invulgar por ter decorrido à sombra das cheias devastadoras e do acidente de aviação de Smolensk, que vitimou o anterior Presidente, Lech Kaczyński [irmão do candidato Jarosław Kaczyński], e a mulher. Talvez por este motivo, comenta o diário conservador Rzeczpospolita, que “pela primeira vez em muitos anos, os adversários políticos mostraram a intenção de alcançar o consenso nos principais assuntos”. Os candidatos evitaram o confronto violento e os poucos debates realizados foram quase insípidos. Em síntese, o jornal considera que isto fica a dever-se ao desejo de que “a vida política na Polónia mude para melhor”. Mas não é certo que a “docilidade” inédita dos inquiridos não seja uma mera estratégia publicitária. O Rzeczpospolita espera que seja mais do que isso e que, após as eleições, os políticos “não retomem o confronto inútil a que nos habituaram nestes últimos anos” e que “dêem de novo sentido à política”.
Polónia
A política voltará a fazer sentido?
18 junho 2010
Presseurop
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.