Está posta de parte a hipótese de uma eventual coligação governamental de direita que inclua o partido populista e islamófobo de Geert Wilders (terceiro classificado nas legislativas), explica o Trouw. Uma semana depois das eleições, Uri Rosenthal, que tinha a seu cargo explorar as possíveis alianças, chegou à conclusão de que "não é viável uma coligação entre o VVD [liberais], o PVV [o partido de Wilders] e o CDA [democrata-cristão]". Maxime Verhagen, líder do CDA, recusou encetar negociações enquanto o VDD e o PVV, os grandes vencedores das eleições legislativas de 9 de Junho, não chegassem a acordo sobre as grandes linhas de actuação política. Wilders, que deseja chegar ao Governo, acusa os democratas-cristãos de terem anquilado a coligação mesmo antes de ter sido criada. Neste momento, Rosenthal vai tentar a possibilidade de uma coligação "violeta" entre liberais, trabalhistas, liberais-democratas e verdes.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.