Quem promover o comunismo será processado, lê-se na primeira página do Rzeczpospolita. De acordo com as recentes emendas ao Código Penal, quem for considerado culpado de propagar símbolos comunistas pode passar até dois anos na prisão. A nova lei regula a disposição constitucional que proíbe organizações que empreguem ou apoiem métodos e práticas totalitários do nazismo, do fascismo e do comunismo. E dá ao Ministério Público o direito de processar organizações de pendor comunista e de fechar páginas da Internet que promovam essa ideologia. O Instituto Nacional da Memória (IPN), que elaborou uma lista de nomes e monumentos a serem removidos das ruas, deve apreciar a nova lei. Segundo alguns magistrados, os regulamentos podem afectar quem venda símbolos comunistas, por exemplo T-shirts com fotografias do Che Guevara. O jornal de esquerda Krytyka Polityczna reprova a lei, apontando diferenças entre o comunismo e o nazismo. O primeiro, explica, tem “intenções obviamente positivas e continua a inspirar filósofos”. A Aliança da Esquerda Democrática (SLD – fundada em 1999 por antigos membros do Partido Comunista) já se insurgiu contra a nova lei, apelando para o Tribunal Constitucional.
Polónia
Prisão por causa de uma T-shirt do Che?
14 junho 2010
Presseurop
Rzeczpospolita Rzeczpospolita, 14 junho 2010
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.