Na sua edição de 10 de Junho, o Guardian revelou que o relatório, há muito aguardado, sobre o Domingo Sangrento, de 1972, na Irlanda do Norte, concluiu que “os tiros fatais dos soldados britânicos sobre civis foram ilegais”. Foram alvejados treze nacionalistas não armados que participavam na marcha pelos Direitos Civis, em Derry (Irlanda do Norte), mas o inquérito realizado na altura tinha concluído que os militares tinham agido em legítima defesa.
De acordo com as conclusões do último inquérito, instaurado em 1998, e o mais longo na história judicial britânica, os sobreviventes ao tiroteio daquele dia e os familiares das vítimas podem vir a exigir a acusação dos soldados britânicos, uma possibilidade que um deputado unionista descreveu como uma "granada de mão sem cavilha”. O Domingo Sangrento é um assunto altamente controverso na Irlanda e “incendiou os protestos dos nacionalistas contra a lei britânica”, explica o diário londrino, “aumentando exponencialmente a popularidade do IRA no território”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.