De Volkskrant, 10 junho 2010

“O VVD ganhou as eleições, Balkenende deixou a política”: é assim que o Volkskrant resume as eleições legislativas de 9 de Junho. Os liberais conservadores de Mark Rutte, de facto, obtiveram mais um lugar do que os trabalhistas do PvdA, de Job Cohen, enquanto os democratas-cristãos (CDA), do Primeiro-Ministro cessante, Jan Peter Balkenende, viram os seus lugares reduzidos praticamente para metade. Portanto, nota um outro jornal, o Trouw, a sua partida, ao fim de oito anos no poder, é “pessoalmente trágica, ainda que inevitável”.

Outro resultado marcante da votação é a subida do partido islamofóbico e populista de Geert Wilders (PVV), que quase triplicou o número de lugares no Parlamento e ultrapassou o CDA: “Aparentemente, muitos eleitores que, nas sondagens, manifestaram a intenção de votar no VVD, decidiram outra coisa na solidão da cabine de voto. Enquanto grande vencedor, o PVV deverá ser levado a sério pelos partidos do establishment. Sobretudo porque Wilders quer assumir responsabilidades governamentais”, escreve o Volkskrant. As suas aspirações podem ser frustradas porque, adianta o jornal, uma coligação “violeta” entre o VVD, o PvdA, os verdes do GroenLinks e os liberais de esquerda do D66 “parece ser o cenário mais provável”.