Há uma possibilidade real de a Polónia interromper o projecto germano-russo de construção de um gasoduto no fundo do mar Báltico, o chamado “North Stream”. As autoridades polacas podem, para tal, recorrer ao Projecto de Desenvolvimento do Báltico, da UE, escreve o diário Polska. A Comissão Europeia concedeu à Polónia a coordenação do projecto de limpeza do fundo daquele do mar, tendo em vista a remoção de armas químicas da II Guerra Mundial. Um inventário detalhado dos restos de armamento perigoso no fundo do, pouco límpido, Báltico pode transformar-se num obstáculo de monta à construção das condutas submarinas, encarada pela Polónia como uma ameaça geopolítica. Varsóvia, Estocolmo e Helsínquia são fervorosos opositores do empreendimento germano-russo, desde o seu início. Caso o traçado pelo fundo do mar se revele demasiado perigoso, aventa-se a possibilidade de um traçado alternativo terrestre para o gasoduto, através da Polónia.“De acordo com estimativas cautelosas, aproximadamente 40.000 toneladas de armas químicas entulham o fundo do mar Báltico, já para não falar de outras 300.000 toneladas de munições convencionais a oxidar sob as águas” – explica o Polska. Um relatório ecológico detalhado, que está a ser preparado sob supervisão polaca, pode, assim, comprometer a construção do “North Stream”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.