Até que ponto as coisas terão de correr mal para os trabalhistas se livrarem do seu líder?, interroga-se Matthew d’Ancona, no Spectator. Depois de uma vaga de demissões de membros do Governo e de uns míseros 16% nas eleições europeias, o partido de Gordon Brown precisa desesperadamente de mudar. O problema, diz Matthew d’Ancona, reside na «pseudo-lealdade» amorfa da nova geração do «Labour», "paralisada pela indecisão" e, em última análise, excessivamente subordinada à autoridade do triunvirato Blair, Brown e Peter Mandelson, que ressuscitou a boa sorte do partido, nos anos 90. O Partido Trabalhista, argumenta, "não é de facto capaz de imaginar o que seria a vida sem esses três chefes". Assustados com o futuro, os deputados trabalhistas consolam-se a si próprios pensando que a sua situação catastrófica podia ser pior. O que, para d’Ancona, significa que o «Labour» está realmente morto e que a Grã-Bretanha está a ser governada por "um parlamento de zombies".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.