Há um mantra que está a assombrar a Europa: o euro está a viver a sua pior crise. Magazyn, o suplemento de fim-de-semana do Dziennik Gazeta Prawna de Varsóvia, decidiu analisar uma série de cenários para o futuro de uma moeda que pode não chegar ao seu próximo aniversário. Uma das propostas é um regresso à CEE e às moedas nacionais. Igualmente radical é a exclusão da Grécia ou uma reconfiguração da Zona Euro, eliminando os membros endividados do Sul, com a criação de uma zona de integração superforte, composta pelos Estados do Norte.
Um cenário positivo é o do aproveitamento da crise para acelerar a integração e criar um super-Estado europeu. É um caminho especialmente complicado e com sobressaltos, pois significa o “deslocamento da abordagem centralizadora francesa para uma governação de nível europeu” – uma ideia que não deverá ser saudada de braços abertos pela Alemanha e pela Holanda, para não falar do eurocéptico Reino Unido.
Por outro lado, a primeira página do DGP traz na manchete “Moscovo aposta no amor”. Trata-se da visita do ministro da Justiça russo, Aleksandr Konovalov, a Varsóvia, para assinar acordos de cooperação económica entre a Polónia e a Rússia, num sinal de que os laços entre as duas nações estão a reforçar-se.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.