"São precisos sacrifícios", titula o Corriere della Sera, citando o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi. Meses depois de se ter agarrado à ideia de que a Itália evitaria a crise orçamental que alastrou pela Europa por causa da crise económica, o Cavaliere deu-se finalmente por vencido. Rumores recentes sobre cortes generalizados na despesa pública tomaram corpo com o anúncio oficial de um pacote de austeridade de 24 mil milhões de euros: congelamento de salários, cortes na despesa pública e até mesmo o encerramento de algumas administrações provinciais. Enquanto os sindicatos ameaçam com uma greve geral, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, realçou que "a Itália está no bom caminho". As más notícias chegam com a publicação de um relatório do Instituto Nacional de Estatística de Itália (ISTAT) que revela a existência de 15% de agregados familiares italianos em situação de "precariedade económica". Para agravar a situação, dois milhões de jovens, entre os 15 e os 29 anos de idade, da geração “neet” (Sem Educação, Emprego, ou Formação) e 29%, entre os 30 e os 34, ainda vivem em casa dos pais.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.