"Há uma palavra que deve ser banida do debate sobre a reforma aos 60 anos: tabu", porque identifica "os que defendem o progresso social com uma tribo primitiva que se agita em torno de um ídolo arcaico", escreve o Libération. Numa altura em que o Governo encetou negociações com os sindicatos para a revisão das reformas, o jornal vai buscar as palavras do ministro do Trabalho, Éric Woerth, que defendeu de que é necessário "actuar" no que toca à idade de acesso à reforma, fixada nos 60 anos desde 1983. O diário de esquerda considera que um aumento deste limite "atingirá, antes de mais, os operários e os empregados que, ainda hoje, vivem menos tempo do que os demais". O seu congénere conservador, Le Figaro, recorda que, dentro da UE, França tem a mais baixa idade legal para a passagem à reforma. Na Suécia e na Alemanha, por exemplo, está fixada nos 67 anos.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.