Será que o primeiro-ministro eslovaco é corrupto? A questão põe-se com o aproximar das eleições legislativas de 12 de Junho, com Robert Fico favorito. Este candidato terá de enfrentar as revelações feitas sobre as ligações do seu partido, o SMER (social-democrata), aos financiadores da sua campanha eleitoral de 2002. Nessa ocasião, explica o Hospodářské , "tentou arranjar patrocinadores com a promessa de altos cargos políticos e económicos". Reivindicar cargos em troca de um financiamento político "é crime", assegura Robert Fico em sua defesa, após a publicação pelo diário SME , de um contrato que confirma a prática de clientelismo. "O presidente do partido e actual primeiro-ministro considera legítima uma prática ilegal", comenta o SME. "Num país democrático", um escândalo destes "teria afastado o político de qualquer cargo público", estima o jornal, contra o qual Robert Fico já apresentou queixa por difamação.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.