Acusada de cumplicidade no assassínio de nove militantes nigerianos – executados em 1995 – entre os quais o escritor Ken Saro-Wiwa, a sociedade petrolífera anglo-holandesa Shell pagou 15,5 milhões de dólares (11 milhões de euros) aos familiares das vítimas, para evitar que o processo fosse apresentado num tribunal norte-americano.
De acordo com o jornal Trouw, é lamentável que o assunto seja encerrado por um acordo de conciliação, porque assim nunca se saberá a verdade sobre a implicação da Shell: “Talvez o processo judicial viesse a exacerbar as emoções na região do delta do Níger. Visto por esse ângulo, o acordo parece ser uma boa solução para todas as partes. Em contrapartida, o processo teria fornecido uma excelente ocasião para colocar os projectores em cima da actividade de uma multinacional do Delta. As acusações são graves, fala-se de cumplicidade em assassínio. É, pois, profundamente descabido optar-se pela conciliação”. O Trouw indigna-se igualmente com o facto de o processo não ter sido julgado nos Países Baixos, onde a Shell tem a sede
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.