“Uma visita muito simbólica e poucas esperanças”, titula o To Vima , a propósito da visita histórica do Primeiro-Ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, à Grécia. Mas “Atenas continua desconfiada”, sublinha o diário, porque “o Governo grego quer manter uma presença discreta no momento em que Ancara testa uma diplomacia económica ofensiva” em plena crise financeira grega. Um dos principais temas abordados entre o Primeiro-Ministro grego, Georges Papandreou, e Erdogan, que foi a Atenas acompanhado por metade do seu Governo e uma centena de empresários, será a criação de um conselho de ministros comuns. E ainda vinte e um acordos de colaboração que deverão ser assinados em vários domínios como a energia, a imigração clandestina, a educação e o turismo. Os temas espinhosos, como o Chipre, uma querela territorial sobre o Mar Egeu ou a reabertura da escola teológica ortodoxa de Halki (nos arredores de Istambil) serão, segundo fontes governamentais citadas pelo diário ateniense, abordadas em privado pelos dois Chefes de Governo, durante o fim-de-semana, no decurso de uma refeição de peixe fresco. “Este é, possivelmente, o início de uma nova forma de diplomacia”, afirma o To Vima.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.