Enquanto o Ocidente se afoga nas suas crises da dívida, a China torna-se “um modelo para todo o mundo, graças a uma variante pragmática de economia planificada”, constata o Handelsblatt. Fortalecida pelos seus 12% de crescimento no primeiro trimestre de 2010, a China “realiza excedentes sem acumular dívidas”. Uma performance que se deve menos ao zelo dos homens de negócios chineses, afirma o diário económico alemão, do que a sistema baseado em vários princípios. Em primeiro lugar, os planos quinquenais transformam a crise numa mera perturbação que facilmente se resolve. Os planos de relançamento do consumo são apoiados pelos meios de comunicação do estado que repetem que o consumidor “pode confiar no Estado e na economia”. Finalmente, o Estado limita o montante de créditos bancários e o banco central é controlada pelo partido. “O problema europeu, onde os bancos centrais inundam o mercado de liquidez sobre a qual os bancos se sentam rapidamente, não existe no Império do Meio” onde têm “os pés bem assentes na terra” desconfiando dos “jogadores”, conclui o Handelsblatt.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.