O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, ofereceu a sua demissão em troca de uma coligação com os liberais-democratas, titula o Daily Telegraph. A declaração surge quatro dias depois dos resultados inconclusivos das eleições de 6 de Maio. Com a mais provável coligação governamental, formada pelos conservadores e pelos liberais-democratas, incapaz de chegar a acordo sobre a futura reforma eleitoral, Gordon Brown, refere o Telegraph, tenciona “acompanhar as conversações… antes de renunciar ao cargo, por altura do congresso do seu partido, em Setembro, altura em que será eleito um novo líder”.
“Um acto de cinismo impressionante assente numa vantagem óbvia do partido”, é opinião editorial do diário conservador. “Gordon Brown, de facto, procura anular o resultado das últimas eleições gerais.” Se o Partido Trabalhista formar Governo com os liberais-democratas, com 2 milhões de votos e 48 mandatos a menos do que os conservadores, “o Reino Unido irá ser governado por um primeiro-ministro trabalhista que não elegeu, que irá suceder a um primeiro-ministro trabalhista que nem o país, nem o partido elegeram. Trata-se de utilitarismo e falta de escrúpulos, até pelos padrões do Partido Trabalhista”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.