"No mês passado, uma conferência de jovens etnólogos e folcloristas, realizada em Tartu, foi subitamente interrompida por dois polícias", refere o Eesti Päevaleht. O diário estónio explica que os polícias se interessaram por uma folclorista de origem indiana acabada de chegar para tirar um curso na universidade local. As autoridades estónias tentam identificar jovens estudantes investigadores estrangeiros susceptíveis de vir "espiar a investigação e a produção" da Estónia, adianta o jornal. A ameaça vem, essencialmente, dos estudantes chineses, indianos e russos, cada vez mais numerosos e particularmente atentos às biotecnologias, investigação militar e novas tecnologias.
O Ministério da Educação da Estónia tenta avaliar o grau de acesso destes estudantes aos sectores mais sensíveis da investigação nacional. Os serviços secretos estónios, por seu turno, analisam as candidaturas dos estudantes. "O verdadeiro problema são, sobretudo, os investigadores que trabalharam nas universidades estónias, onde fizeram descobertas e partiram para o estrangeiro para criar sociedades", justifica Rein Raud, Reitor da Universidade de Tallinn.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.