Adevărul, 5 de Maio de 2010
No momento em que a Grécia apela ao Fundo Monetário Internacional para fazer face à sua dívida, o FMI pede à Roménia – que pediu ajuda a esta instituição em 2009 – um esforço suplementar “para manter o seu défice orçamental dentro de limites suportáveis”, escreve o Adevărul. “Está a arder!”, titula o jornal, para quem o FMI “já não acredita nas promessas do Governo de Emil Boc e propõe o aumento de 4% da taxa única e de, pelo menos, 5% para o IVA”. Segundo o Adevărul, “a população e os empresários estão a pagar a incompetência do Governo para reduzir as despesas públicas [está prevista uma correcção] e os investidores estrangeiros procurarão um país com um regime fiscal mais amigável e mais previsível”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.