Com o colapso do Partido Trabalhista de Gordon Brown, os conservadores de David Cameron, com 24 membros no Parlamento, emergiram das eleições europeias como o maior partido da Grã-Bretanha. Um editorial do FT advoga, no entanto, que a determinação do líder dos conservadores em deixar a maior aliança de centro-direita no Parlamento Europeu, o PPE, “é insensata e contraproducente”.
Cameron conseguirá apenas alienar aliados naturais, como Angela Merkel da Alemanha e o Presidente Nicolas Sarkozy da França, defende o FT. A sua pretensão de formar um novo grupo eurocéptico, com partidos periféricos “socialmente muito conservadores”, “nenhum dos quais no poder”, fará com que o Reino Unido abra mão de representar “papéis determinantes no parlamento”. Um “compromisso determinado com a impotência”, lamenta um ex-representante permanente britânico em Bruxelas.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.