"Debates no Senado em cinco línguas”, é a machete do diário madrileno El Mundo. O Partido Socialista, no Governo, e os nacionalistas regionais votaram a favor da utilização de todas as línguas oficiais do país – espanhol/castelhano, catalão, basco, galego e valenciano – no parlamento. O diário é irónico ao afirmar que o futuro serviço de interpretação simultânea irá ser "tal e qual o da ONU, ou do Parlamento Europeu". Os nacionalistas regionais saudaram a iniciativa como fazendo parte da “normalidade democrática”, mas o Partido Popular (PP), na oposição, descreveu-a como “absolutamente tola” e “ridícula em termos internacionais (...) com os senadores a terem de usar auscultadores para se compreenderem uns aos outros num parlamento onde todos falam a mesma língua”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.