Libération, 1 janeiro 1970
"Alterem tudo!" O diário francês Libération interpela as esquerdas da Europa e intima-as a reinventarem-se. Privada de argumentos por uma direita que esquerdizou a sua política –nomeadamente perante a crise –, a social-democracia deixou de ter um programa original ou um projecto de sociedade a propor, segundo a análise deste jornal de esquerda. Deixou fugir uma parte do seu eleitorado popular para partidos eurofóbicos, como o Ukip na Grã-Bretanha ou a Liga do Norte na Itália, e os "bobos" para os partidos verdes. Para o Libération, o renascimento surgirá da confrontação das diferentes culturas da esquerda – reformistas, radicais, republicanos e ecologistas. Sem o que terá de abandonar a palavra socialista.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.