"A Bélgica a caminho de uma aventura eleitoral", titula o De Standaard, um dia depois de o rei Alberto II ter aceitado a demissão do Primeiro-ministro. Yves Leterme renunciou, após o fracasso das negociações interpartidárias sobre a divisão do arrondissement eleitoral bilingue de Bruxelles-Hal-Vilvorde (BHV), principal obstáculo na tensão que se vive entre francófonos e flamengos. A realização de eleições antecipadas afigura-se a única saída para a actual crise. La Libre Belgique nota que "é a quinta vez" que Leterme apresenta a sua demissão – duas vezes como formador de Governo e três como chefe de Governo – "em trinta meses", ao passo que o Le Soir fala de uma "paralisia total", de um "caos indescritível, irresponsável, devastador" e considera que a Bélgica não se encontra "numa situação de risco financeiro que os mercados não possam perdoar". "Ninguém quer liderar" a Bélgica, nota o De Standaard, acrescentando que "este país testa os limites do absurdo. É preciso pensar se haverá um futuro comum para flamengos e francófonos sob o mesmo tecto belga".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.