Os deputados belgas deverão adoptar, hoje, uma lei que torna proibido esconder o rosto em todo o espaço público, excepto durante festividades como o Carnaval. A Bélgica torna-se, assim, o primeiro país da Europa a adoptar uma lei que impede o uso público da burqa.
A França pode seguir-se-lhe em breve. No dia 21 de Abril, o Governo anunciou que vai apresentar, em Maio, um projecto de lei a proibir o uso de véu integral em todo o espaço público. “Eis um admirável sentido das prioridades”, ironiza o Libération. “A França debate-se com uma crise social dolorosa (…) e o que temos nós à cabeça do programa governamental? Uma lei sobre a burqa. Um bocado de pano, usado por uns centos de mulheres, duas mil segundo as estimativas mais avantajadas”. “Ninguém fora dos círculos integristas defende esse véu integral que choca os princípios da laicidade e da emancipação feminina”, acrescenta o diário de esquerda. “A proibição total, ou seja, na rua, onde a polícia deverá intervir, tem a marca de uma intolerância identitária prejudicial, reforçada por um manifesto calculismo eleitoral”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.