Rzeczpospolita, 19.04.2010

O luto chegou ao fim. E agora?”, pergunta o Rzeczpospolita, um dia depois do funeral do Presidente Lech Kaczynski e da sua mulher na catedral de Wawel. De que modo irá este acontecimento alterar a cena política polaca? “Um grande sofrimento e dor e uma sensação de comunhão não transforma as pessoas em anjos”, alerta o editorial do jornal, alegando que é vital que os partidos da oposição se restabeleçam “e, acima de tudo, encontrem candidatos” para as eleições presidenciais do dia 20 de Junho. Isto não acontece apenas ao Partido do Direito e da Justiça (PiS), de Kaczynski, mas também à Aliança Democrática de Esquerda (LaD), cujo dirigente Jerzy Szmajdziński foi uma das vítimas do acidente aéreo de Smolensk, a 10 de Abril. Se assim não for, escreve o diário de Varsóvia, o equilíbrio democrático do país irá ser permanentemente posto em causa. “O luto chegou ao fim. Mas a experiência destes nove dias, bem como o legado dos que morreram, permaneceu e tem de ser utilizada pelos que cá ficaram”.