“O luto chegou ao fim. E agora?”, pergunta o Rzeczpospolita, um dia depois do funeral do Presidente Lech Kaczynski e da sua mulher na catedral de Wawel. De que modo irá este acontecimento alterar a cena política polaca? “Um grande sofrimento e dor e uma sensação de comunhão não transforma as pessoas em anjos”, alerta o editorial do jornal, alegando que é vital que os partidos da oposição se restabeleçam “e, acima de tudo, encontrem candidatos” para as eleições presidenciais do dia 20 de Junho. Isto não acontece apenas ao Partido do Direito e da Justiça (PiS), de Kaczynski, mas também à Aliança Democrática de Esquerda (LaD), cujo dirigente Jerzy Szmajdziński foi uma das vítimas do acidente aéreo de Smolensk, a 10 de Abril. Se assim não for, escreve o diário de Varsóvia, o equilíbrio democrático do país irá ser permanentemente posto em causa. “O luto chegou ao fim. Mas a experiência destes nove dias, bem como o legado dos que morreram, permaneceu e tem de ser utilizada pelos que cá ficaram”.
Polónia
Enterrado Kaczynski, é tempo de reconstruir a oposição
19 abril 2010
Presseurop
Rzeczpospolita Rzeczpospolita, 19.04.2010
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.