Vinte anos após a reunificação, os alemães decidiram: os "ossis" (diminutivo corrente para designar os alemães de Leste) não são uma etnia. A questão foi levantada no Tribunal Arbitral de Trabalho de Estugarda. Uma PME da cidade recusou a candidatura de uma berlinense de Leste. Mas, por uma tremenda coincidência, numa nota interna da empresa a que a candidata concorria estava anotado "(-) Ossi". A mulher apresentou queixa por discriminação, defendendo que o conceito de "Ossi" definia uma origem étnica e não estava a beneficiar do princípio de tratamento igual das minorias. "Os juízes decidiram bem", comenta o Süddeutsche Zeitung. "Com todo o respeito pelo sotaque saxão, os anoraques beges e os grandes edifícios em banda, os ‘ossis' não constituem uma etnia". Mas o diário de Munique observa que a lei fundamental alemã proíbe qualquer discriminação "por motivo de pátria ou origem", pelo que a empresa continuou a actuar em infracção.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.