O plano de ajuda que os países da zona euro e o Fundo Monetário Internacional (FMI) decidiram conceder à Grécia para resolver o problema da sua dívida pública não terá outro efeito senão adiar a hora da verdade para Atenas e para o Euro, afirma a revista The Economist, segundo a qual “as previsões a médio prazo sobre a dívida grega são muito mais negras do que o Governo de Atenas e a UE querem admitir”. De facto, aquele semanário calcula que “mesmo com medidas fiscais iguais a 10% do PIB, durante cinco anos, a Grécia precisará de mais empréstimos a longo prazo ou de reestruturar a dívida”. E, mesmo assim, trata-se do cenário mais optimista, sublinha o The Economist, para quem os três próximos anos serão cruciais tanto para Atenas como para “as outras economias vulneráveis da zona euro”: Portugal, Espanha e Itália. Estes países devem “usar os próximos anos para convencerem os mercados de que não são como a Grécia” e fazerem as reformas necessárias. “Nem a UE, nem o FMI poderão, de facto, permitir-se” salvá-los.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.