A crise grega poderia ter consequências dramáticas para a autonomia dos países da zona euro. O comissário europeu dos Assuntos Económicos e Monetários, Olli Rehn, faz tensão de interferir na política orçamental dos Estados-membros para impedir que se repita o colapso financeiro de Atenas, relata o Financial Times Deutschland. A Comissão vai discutir, dia 14 de Abril, a proposta de "um controlo dos montantes e da evolução da despesa" pública, e transformar o Eurogrupo, que reúne os ministros da Finanças da Zona Euro, em "conselho de planificação financeira". Pretende, assim, retirar ilações dos "desequilíbrios económicos da crise" grega. Mas isso vai ter um custo, salienta o diário de Hamburgo, pois os Estados-membros são obrigados a cumprir as decisões em matéria orçamental.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.