As autoridades afegãs refutaram rumores segundo os quais três italianos que trabalhavam para a ONG Emergency, que presta assistência médica em zonas de guerra internacionais, tinham confessado ter participado numa conspiração dos talibãs para assassinar o governador da cidade de Lashkar Gah, no sul do país. No entanto, os três homens continuam presos. Os Ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Defesa de Itália, que anteriormente tinham acusado a organização de "prejudicar a imagem de Itália" por tratar insurrectos talibãs, além de civis, ainda terá de pedir a sua libertação. O editorial do diário de Roma Il Manifesto é muitíssimo duro. "O ataque à Emergency é uma consequência da Operação Mushtarak", lançada em Fevereiro pela Força Internacional de Assistência e Segurança (ISAF).
"A preparação para a guerra exige a eliminação de todas as testemunhas incómodas. Os hospitais da Emergency são postos de observação que aborrecem aqueles que lançam bombas e matam." É o que escreve este diário, um dia depois de, no sul do Afeganistão, soldados da NATO terem aberto fogo contra um autocarro, matando quarto civis, entre os quais uma mulher e uma criança. Entretanto, a ONG italiana entregou o controlo do hospital onde os três trabalhavam à polícia afegã. "Se o que eles queriam era impedir-nos de trabalhar ali, foram bem sucedidos", declarou um porta-voz da Emergency ao La Repubblica.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.