"Os bancos responsáveis", diz o título de primeira página do diário islandês Morgunbladid, após a publicação, na segunda-feira 12 de Abril, do muito esperado "Relatório da Verdade". Trata-se de 2 000 páginas redigidas pela comissão especial de inquérito parlamentar sobre a queda financeira da Islândia, ocorrida em Outubro de 2008, na sequência imediata da crise mundial do crédito. O relatório denuncia o crescimento demasiado rápido e desproporcionado dos bancos islandeses Kaupthing, Landsbanki e Glitnir, bem como o comportamento dos seus proprietários. O antigo primeiro-ministro, o conservador Geir Haarde, e os principais dirigentes da época, entre os quais o ex-ministro das Finanças, o ex-ministro dos Bancos e o ex-governador do Banco Central, são postos em causa pela "extrema negligência", que os levou a não reagir perante os desequilíbrios macroeconómicos responsáveis pela falência do sistema.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.