“Apenas quinze dias após o acordo de Bruxelas [sobre o plano de salvação das finanças gregas], a Grécia está de novo no meio da tormenta”, escreve La Tribune. São vários os rumores que estão na origem do pânico dos mercados que fez subir o nível de risco sobre a dívida grega. Segundo os rumores, o deficit grego é de 14% do PIB e não de 12,9%; “a Grécia já não quer a ajuda do FMI, considerada muito constrangedora, e está à procura de financiamentos em dólares em vez de euros. Ou seja, está pronta para se atirar nos braços dos chineses.” Dois dias antes da chegada a Atenas, a 7 de Abril, de uma delegação técnica do FMI, o primeiro-ministro grego, Georges Papandréou, viu-se obrigado a sossegar os mercados, afirmando que o seu país não iria rejeitar o Fundo, no que foi seguido pelo Presidente do Conselho da União Europeia, Herman Van Rompuy, que denunciou os “rumores maldosos” sobre a Grécia. No entanto, vários eurodeputados não hesitaram, a 7 de Abril, em exprimir as sérias dúvidas sobre a viabilidade do plano de ajuda aprovado em finais de Março, escreve La Tribune.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.