Na sua edição da Páscoa, o semanário de esquerda New Statesman avalia a questão de Deus, da fé e da crença, com o habitual humor iconoclasta de Slavoj Žižek. O filósofo esloveno defende que a religião cristã é fonte de inspiração para políticas radicais e chega a escrever: "A Cristandade é contra a sabedoria". "A sabedoria diz-nos que os nossos esforços são vãos, que tudo acaba no caos, enquanto a Cristandade insiste loucamente no impossível." A tradição cristã, argumenta, "rejeita a sabedoria que [nos diz] que a ordem hierárquica é o nosso destino, que todas as tentativas de a desafiar e de criar uma ordem igualitária acabam inevitavelmente num horror de destruição". Apresentando São Paulo como herói de uma nova política de esquerda, Slavoj Žižek cita a Epístola aos Efésios: "Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e, sim, contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.