Três ecologistas, quatro eurocépticos e três pró-europeus: muitos pequenos partidos checos apresentaram listas às eleições europeias. E não conseguiram bons resultados. Muitos chefes de tribo e poucos índios, explica o Respekt, tomando o exemplo dos Verdes, cujo chefe, Martin Bursik, se demitiu, depois do resultado obtido (apenas 2%), ou o do Presidente Vaclav Klaus, que apoiou os partidos eurocépticos.
Segundo aquele semanário, estes pequenos partidos teriam podido ter melhores resultados se os seus dirigentes tivessem unido forças. "Mas na República Checa”, constata, "cada um acha-se um ‘chefe de tribo’ insubstituível e poucos estão dispostos a conciliar o seu papel com o do ‘índio de base’, sendo isso sempre considerado como um problema insuplantável.”
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.