Três ex-ministros trabalhistas enfrentam um inquérito de corrupção, depois de terem sido filmados a oferecer-se para explorarem os seus contactos no Governo a troco de dinheiro, relata The Independent, com chamada à primeira página. Numa investigação da estação televisiva Channel 4, Stephen Byers, antigo secretário de Estado do Comércio e Indústria, é visto a oferecer os seus préstimos a um repórter disfarçado, que se apresenta como director de uma empresa americana em busca de deputados que façam lóbi a seu favor. Byers “descreve-se a si próprio, na gravação, como uma ‘espécie de carro de aluguer’, com tarifas até cinco mil libras [cerca de 5500 euros] por dia”, relata o diário londrino. Vangloria-se até de ter “garantido negócios secretos com ministros, conseguido informações confidenciais do gabinete do primeiro-ministro e ter sido capaz de ajudar empresas envolvidas na fixação de preços a contornar a lei”. Os ex-governantes agora envolvidos na investigação “negam qualquer ilegalidade”. Contudo, a “proximidade do acto eleitoral… torna as acusações contra três antigos ministros especialmente danosa”, comenta The Independent num artigo de opinião.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.