A segunda volta das eleições regionais francesas, a 22 de Março, saldou-se por uma dolorosa derrota para o campo do Presidente da República e uma vitória "histórica" do Partido Socialista, como se lê na manchete do Libération. A esquerda venceu em 21 das 22 regiões da França metropolitana, com mais de 53% dos votos, contra 35% da União para um Movimento Popular, de Nicolas Sarkozy. Segundo este diário, "o sarkozismo triunfante já era. Menos de três anos após a sua implacável campanha presidencial, o Chefe de Estado cai por terra". O acto eleitoral fica marcado por uma elevada abstenção (quase 48%) e pelo "avanço espectacular da Frente Nacional". Este partido de extrema-direita ultrapassa os 20% em várias regiões. Segundo o Libération, "a nova situação nascida das urnas torna a disputa de 2012 muito mais aberta, pela primeira vez desde 2007". "Toda a gente vê, agora, que a reeleição de Sarkozy é incerta." Outra consequência, de acordo com o jornal, é que, uma vez que nenhum dos 12 ministros candidatos foi eleito, deverá haver uma remodelação "técnica" do Governo no início desta semana.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.