Ultimamente, a ciência das alterações climáticas tem tido mau acolhimento na imprensa, reconhece o semanário The Economist. A revelação de que o IPCC [Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas] terá exagerado algumas conclusões sobre o aquecimento global "forneceram munições pesadas àqueles que duvidam da gravidade do problema". Contudo, a ciência do clima está sujeita a ambiguidades. "O vasto leque de consequências que prevê – de um ténue aquecimento da temperatura global de 1,1º C, até ao fim do século, aos infernais 6,4ºC – ilustra as incertezas". O que não liga bem com "as exigências das políticas". O slogan "Seis meses para salvar o planeta" obtêm mais apoio do que declarações comedidas sobre possíveis impactos das alterações climáticas. O Economistdefende que, apesar de o leque de consequências ser vasto, "os custos da prevenção das alterações climáticas são comparativamente baixos" para os Governos. "Tal como um chefe de família paga um pequeno prémio para se proteger contra calamidades, o mundo devia fazer o mesmo", conclui.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.