“Ajuda aos casais sem filhos ou nova forma de prostituição?” Esta questão chocante é o assunto de primeira página do Information, que afirma que o debate sobre o comércio de óvulos está a intensificar-se na Dinamarca. Os dinamarqueses precisam cada vez mais de óvulos, explica o diário, porque estão a tentar ter filhos cada vez mais tarde. Desde o início do ano, o Rigshospitalet, o principal hospital do país, já inseminou 40 mulheres que não podem ter filhos. Anders Nyboe Andersen, director do Centro de fertilidade do Rigshospitalet, propôs oferecer mil euros às dadoras. Uma ideia classificada como grotesca por Bente Holm Nielsen, médico e membro da associação Dansk Kvindesamfund (a sociedade dinamarquesa das mulheres). “O óvulo torna-se uma mercadoria, e as mulheres ficam numa situação de prostituição reprodutiva”, afirma Nielsen. Por agora, na Dinamarca, é proibido pagar para obter óvulos, mas se uma mulher que está a fazer um tratamento hormonal produz mais óvulos do que os necessários, deve dá-los a outras mulheres.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.