“Inversão do Supremo Tribunal em matéria de imigração”, escreve o La Stampa. Os imigrantes sem papéis com filhos a estudar em Itália não conseguem evitar a deportação alegando eventuais traumas psicológicos. O tribunal não deu provimento ao recurso de um cidadão albanês, alegando que o princípio da salvaguarda do “desenvolvimento físico e psíquico” das crianças, que impediu a deportação de mães e pais de crianças a frequentar escolas italianas, se aplica apenas em “casos de emergência”. Após a introdução do crime de imigração ilegal, no ano passado, que reduziu o número de sem papéis nos hospitais em 30 por cento, “as escolas poderão tornar-se uma outra zona vedada aos estrangeiros”, adianta o jornal. O paradoxo é “ter direitos, mas não os poder exercer com medo da deportação. Uma enorme preocupação, um pesadelo que os leva a desistir de cuidados médicos e até mesmo de salários. E agora também da educação dos filhos?”
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.